Concha de Filmes

O que é uma imagem senão apenas uma superfície? Podemos segurar uma foto na mão e sentir suas dimensões, a sua incrível e pequena grossura. No entanto, sabemos que as dimensões que uma imagem ganha dependendo do tempo, do local, do veículo em que ela é transmitida, são dimensões em que a caneta ou teclado de qualquer escritor estão aquém de corresponder a sua totalidade.  Portanto, a maneira como uma imagem é interpretada mapeia pontos em sua profundidade. Nietzsche, por sua vez, dizia que devia se aprender a arte de se fazer casca: manter uma bela aparência e sabia cegueira, porque acreditava e estimulava que as pessoas buscassem individualmente suas próprias respostas, que suas próprias medições de profundidade, de maneira de amar – no contrário, viveríamos pesados com o fardo de carregar valores e significados que nos são estranhos, suspeitos e incertos.

Eis o meu gosto: não é um gosto bom nem mau; mas é o meu gosto, e não tenho que o ocultar nem dele me envergonhar.

– Assim Falava Zaratustra

É nesse sentindo que este novo bloco, Concha de Filmes, irá se propor a funcionar, como um mergulho: uma análise parcial e pessoal de interiores cinematográficos – que como produto do interior do homem, também podem ser viscosos e repelentes.

Lista com links dos filmes e sua análise:

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